segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Fênix
Às vezes eu começo a pensar em mim e não encontro muitas respostas. O dia parece estar tão bonito, mas de repente, as janelas se fecham e uma cortina preta escurece tudo. Sabe, faz tempo que eu não escrevo sobre o que eu sinto... eu procuro deixar esses sentimentos incorporados nas entrelinhas das minhas prosas, para que as pessoas leiam e sintam, do jeito delas.
Agora o sol está batendo na janela, expulsando as gotas de chuva que outrora caíram sobre o seu vidro. O reflexo da estrela brilhante reflete na toalha de mesa colorida e me faz respirar fundo... É bom estar acordada para apreciar essa sensação, mas seria melhor ainda se eu pudesse transmiti-la a todos os que estão lendo essas linhas nesse instante. No entanto (não gosto desses conectivos, mas terei de usá-los para que as ideias não se embaralhem), sei que cada um tem o seu tempo.
"Não adianta insistir, ela não vai ver o mesmo que você vê...", me disseram uma vez. E eu parei pra refletir sobre isso, o que me levou à conclusão de que era assim mesmo. O dia pode estar lindo pra mim, mas pra você pode não estar, ou vice versa. Não adianta eu querer te mostrar o sol lindo que tá batendo aqui na toalha de mesa e te fazer respirar fundo como eu estou fazendo, porque pra você pode ser só um sol implicante ou, ainda, um momento comum, daqueles que passam despercebidos.
Ontem o dia não começou bem e, consequentemente, o ano também pareceu já ter se iniciado partindo do meu pé esquerdo. Aparentei ser uma pessoa que eu não sou, para muitas pessoas que eu amo. Ignorei algumas coisas que poderiam ter me feito feliz, desperdicei o dia primeiro de janeiro e, de certa forma, magoei alguns seres humanos. E ninguém, nem mesmo minha priminha linda, pôde me fazer enxergar o sol com os olhos que eu enxergo hoje.
Mas hoje eu enxergo e me sinto bem por isso.
Pra vocês que me leem, uma musiquinha animada que me traz boas lembranças.
Manie.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
As cores podem se transformar.
"Eles esqueceram...", matutava em sua mente "Como puderam esquecer?"
Levantou-se lentamente e sem ânimo da cadeira de madeira e foi até a janela. Era enorme aquela vidraça, sobre a qual a Menina esbaforou e teve a opacidade suficiente para desenhar uma carinha triste. Olhou para a rua pouco movimentada e viu a padaria, a venda, o açougue, a farmácia... tudo funcionando normalmente, como se aquele dia fosse comum como todos os outros. Não era pra ser comum! O mundo deveria parar, poxa! Era seu aniversário!
Sentiu um aperto no coração. Voltou-se para o bolo com lágrimas nos olhos e tirou o chapéu da cabeça. Ficou parada em frente à mesa, olhando para um relógio de parede, esperando o tempo passar. Ficou de pé mesmo, pois estava cansada de sentar-se naquela cadeira nem um pouco confortável.
Trrrrrimmmmm, o telefone tocou. Seu coração acelerou e foi atendê-lo, sentindo uma pequena esperança florescer dentro do peito.
- José? - disse a voz.
- José? - perguntou a Menina.
- Sim... José? É você?
- E eu lá tenho voz de José?
- Pois tem!
- José não sou.
- É!
- Não sou!
- Seja, por favor.
- Não compreendo.
- Preciso entregar uma correspondência para ti, José. Sou carteiro.
- E desde quando carteiro liga para os destinatários de suas cartas?
- Sou um carteiro especial.
- Especial?
- Sim, e como sou!
- Bem, eu não acho justo receber a correspondência desse tal de José. Eu não sou ele.
- Em trinta segundos sua campanhia tocará.
O telefone desligou e a Menina olhou para o mesmo relógio de parede. Contou. Foram trinta e um, ele e enganou.
Dimmmmm-dommmmm, a campanhia tocou.
No olho mágico, apenas uma caixa sobre o vaso de flores. A Menina abriu a porta e retirou a correspondência de José. Sobre ela, um bilhete.
"Não à José... mas à ti, Mine".
E então a Menina virou Mine. Agora ela tinha um nome e uma correspondência em mãos. Abriu curiosamente e dentro havia outro bilhete.
"Para a escadaria, ande!"
Foi um caminho pequeno até a esquina de seu corredor. Olhou para o lado e viu seus amigos, todos sorrindo, todos assoprando línguas de sogra, todos indo em sua direção... todos com os mesmos chapéus de cone. Dessa vez, as cores representavam os sentimentos dela.
___
Mine, esse foi meu presente pra você. Não é algo sólido, nem algo que tenha me custado caro, mas o valor está nas palavras. Acho que você entende o significado delas e o poder que elas possuem, né? Espero que tenha gostado, pois criei esse pequeno texto com o meu coração.
Se as coisas parecerem difíceis, em qualquer momento de sua vida, vista eu chapéu de cone e aguarde o tempo, pois só ele vai te mostrar que as cores desse chapéu podem se transformar.
Feliz Aniversário, fofi, tudo de mais feliz pra você! Muitas aventuras, alegrias, pianinhos, gramas e, claro, textos... muitos deles!
Um brinde de café para nós duas, com muito açúcar... Brrrmm!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Façam vocês a poesia...
Hoje posto essa música que significa muito pra mim.. e me traz muita nostalgia..
E peço que reflitam sobre o que essa música traz para vocês...
Hoje, aqui neste café, a xícara servida é para você...
Seja o poeta de hoje.
Olhe uma foto antiga, lembre de algo da sua infância, e deixe fluir coisas positivas de você.
Para que talvez, alguém distante, que já partiu, ou que você não vê há muito tempo...
Continue vivo e presente em seu coração...
♥
(mine com 3 anos awn ♥)
Mine
quinta-feira, 17 de março de 2011
Pequenas coisas...
Eu me inspiro no que eu confio e eu confio no meu coração.
Se tu queres minha confiança, e conseguir conquistá-la,
Tu serás minha mais verdadeira inspiração.
Se alguma ação tua é confiável, me inspirarei nos teus passos até tal feito.
Se queres ser minha fonte de inspiração, terás primeiro, que conquistar minha confiança.
Se queres que eu confie em ti, mas não queres ser minha base de inspiração...
Não terás muita escolha, pois minha inspiração é de graça, mas minha confiança é bem cara.
'Confiança, confiança confiança... Que importância tem isto?' Tu me dizes.
Confiança é a responsabilidade de cuidar do outro, tendo o mesmo em troca.
E em que tudo nela se baseia em dedicação ao próximo e muito cultivo.
Se tu me confia tua confiança, quem sou eu para negar-te a minha?
Se tu me confia tua amizade, quem sou eu para negar-te a minha?
Se tu tiveres minha confiança e eu tiver a tua,
E se tu tiveres minha amizade e eu tiver a tua.
Quem sou eu para negar-te o meu amor?
Texto baseado no livro infantil "O pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry.
♥
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
| (Photo: by mine) |
quarta-feira, 9 de março de 2011
Ao meu herói e bandido.
Sempre estive tão perto e tão longe de você. Se durante todos esses anos meu revólver esteve carregado de palavras chulas ao dirigir-me à você, agora sinto uma imensa vontade de carregá-lo com balas verdadeiras e atirar contra meu próprio coração. Agora estou vivendo tudo o que eu desejei para você, pai. Sofro de uma maneira inexplicável. Um oceano de pura culpa toma tudo o que resta em mim e sai pelos meus olhos compulsivamente.
Pai, ouça-me, por favor! Sei que você não teve culpa por aquele acidente no qual mamãe nos deixou. Eu fui infantil, eu fui infantil, infantil... infantil. Minha mente ignorante só percebeu isso agora, pai... mas agora isso já não importa. Nada nesse mundo vai apagar todas as vezes em que te chamei de assassino e cuspi toda aquela fúria sobre ti.
Se, ao menos, eu tivesse mais uma chance para te dizer tudo o que sempre esteve trancado dentro de mim, eu me ajoelharia sobre seus pés e imploraria por seu perdão... as lágrimas sobre meu rosto seriam tantas que as que o cobrem nesse momento não passariam de gotas invisíveis. E você, tirando seus óculos e respirando fundo, sorriria para mim lá de cima, esticando seus braços para que eu pudesse me levantar. Meus olhos, então, se voltariam para sua imagem e você me olharia de volta, afirmando que o passado estaria apagado de uma vez por todas e que estaríamos juntos como nunca pudermos estar.
Mas eu estou aqui, pai, sentada nesse meio-fio sujo, chorando como nunca chorei antes. Todas as pessoas que por aqui passam me olham curiosas, como se devessem saber sobre o que se passa dentro do meu coração. Oh, mas elas saberão. Saberão amanhã, quando eu virar notícia de jornal por, simplesmente, tentar unir-me ao meu herói e bandido.
______
Texto inspirado por:
Manie.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Momento Poeta.
Eu vejo
![]() |
| Foto tirada por Naiara (Melhor amiga da Mine) do olho da Mine. |
Eu vejo o caminho para onde vou, e qual deixei para trás,
Vejo qual caminho tive que deixar, e qual tive que seguir,
Vejo a forma como os caminhos se cruzam e como eu desvio de alguns
Eu vejo que alguns caminhos se desviam de mim propositalmente...
E que alguns parecem implorar para que eu os siga...
Vejo que em alguns caminhos, caminharei sozinha,
E em alguns, companhia não me faltará...
Alguns caminhos me mostrarão mentiras,
Outros, umas verdades...
Eu só espero que os caminhos não venham a desabar.
Mas se desabar, não é tão mal...
Pois em qualquer caminho, o que não me falta,
É força para levantar.
Mine.
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