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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Fênix

                          
Às vezes eu começo a pensar em mim e não encontro muitas respostas. O dia parece estar tão bonito, mas de repente, as janelas se fecham e uma cortina preta escurece tudo. Sabe, faz tempo que eu não escrevo sobre o que eu sinto... eu procuro deixar esses sentimentos incorporados nas entrelinhas das minhas prosas, para que as pessoas leiam e sintam, do jeito delas.

Agora o sol está batendo na janela, expulsando as gotas de chuva que outrora caíram sobre o seu vidro. O reflexo da estrela brilhante reflete na toalha de mesa colorida e me faz respirar fundo... É bom estar acordada para apreciar essa sensação, mas seria melhor ainda se eu pudesse transmiti-la a todos os que estão lendo essas linhas nesse instante. No entanto (não gosto desses conectivos, mas terei de usá-los para que as ideias não se embaralhem), sei que cada um tem o seu tempo.

"Não adianta insistir, ela não vai ver o mesmo que você vê...", me disseram uma vez. E eu parei pra refletir sobre isso, o que me levou à conclusão de que era assim mesmo. O dia pode estar lindo pra mim, mas pra você pode não estar, ou vice versa. Não adianta eu querer te mostrar o sol lindo que tá batendo aqui na toalha de mesa e te fazer respirar fundo como eu estou fazendo, porque pra você pode ser só um sol implicante ou, ainda, um momento comum, daqueles que passam despercebidos.

Ontem o dia não começou bem e, consequentemente, o ano também pareceu já ter se iniciado partindo do meu pé esquerdo. Aparentei ser uma pessoa que eu não sou, para muitas pessoas que eu amo. Ignorei algumas coisas que poderiam ter me feito feliz, desperdicei o dia primeiro de janeiro e, de certa forma, magoei alguns seres humanos. E ninguém, nem mesmo minha priminha linda, pôde me fazer enxergar o sol com os olhos que eu enxergo hoje.

Mas hoje eu enxergo e me sinto bem por isso.


Pra vocês que me leem, uma musiquinha animada que me traz boas lembranças.


Manie.